Eu nasci na serra da Mantiqueira, em Itanhandu, pequena cidade cheia de bonitezas no sul de Minas.www.itanhandu.com.br
Música sempre fez parte da casa. Meu pai, Clélio, era cantor na juventude, fazia pequenos shows com o "Trinhandu". Era chamado "A voz de veludo"! Foi um pioneiro: teve o primeiro violão elétrico da região! Minha mãe, Wilmar, sempre afinada nas últimas do rádio, cantava pela casa enquanto cuidava das três meninas: eu e minhas irmãs. Sou a caçula, Clélia, a mais velha e Cilene, a do meio. O instrumento da infância de todas foi o piano, e desde pequena estudamos teoria musical. Meu avô ( pai de minha mãe) era regente de orquestra, tocava tuba. Era impossível escapar da música!!! Só peguei no violão aos 16 anos. Queria participar de um festival e precisava de uma música. No violão foi mais fácil compor e eu acabei ganhando meu primeiro prêmio como melhor intérprete! Daí passei a tocar no colégio, nas festinhas, na praça... os amigos davam a maior força!
Com 18 fui fazer cursinho em BH e entrei numa escola incrível - Fundação de Educação Artística - onde a música começou a ter outra dimensão.Lá estudei violão clássico e canto. Cheguei a cursar um ano e meio de Disign Gráfico mas já cantava na noite, e não deu pra conciliar. Desde então minha profissão é cantar. Quanto tempo!!!
Fui fazendo outras coisas paralelas: jingles, backing-vocal para amigos, pequenos shows, eventos, casamentos!!! Passei um tempo em Itajubá, cidade próxima à minha e cheia de atividades culturais. Cantava e também fazia aulas de dança, teatro e inglês. Foi lá o primeiro show que fiz ( roteiro, figurino, arranjos...) chamado " 30 músicas que você não ouve no rádio". Estive em Salvador por 8 meses, cantei no carnaval de 94 e adorei o contato com o ritmo da Bahia!
Cheguei em Sampa em junho de 95 pra inaugurar um bar na Alameda Tietê com uma banda. Já tinha na agenda o telefone de Zeca e Chico , pois desde os tempos de Beagá conhecia o som deles (cantei Mama África num festival e tirei 4º lugar!!!) através de uma amiga que sempre divulgava os novos por lá, a Rossana Decelso. No primeiro encontro com Zeca já pesquei algumas músicas dele. Comecei a cantar alguma coisa em shows e a gente sempre trocava idéias depois. Até surgir a idéia de fazer o primeiro disco. Junto com Tata Fernandes começamos a pensar em repertório e formamos um trio bem animado!!! Era dezembro de 97. Daí foram se juntando vários amigos, grandes músicos e o Dindinha saiu, em janeiro de 2000.